quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Orgulho!

    
    Durante o feriado tive o prazer de visitar a cidade de Camaquã localizada na Costa doce a 30 km da Lagoa dos Patos, além de ter sido muito bem recebido na casa dos Bergman-Felini, tive o prazer de provar os ovos da colônia, que além de tornarem inigualável um simples omelete digno de campeões ainda transformam uma maionese em algo mágico, sua cor e frescor dão um tom amarelo vivo, que para quem esta acostumado com maionese industrializada jamais pensaria que seria possível ver em cor tão viva e saborosa. Assim como os ovos da colônia diversos outros produtos coloniais tornam a culinária gaúcha rica. O que me choca é como essas iguarias não são devidamente valorizadas, não só em território gaúcho mas nacional. Não que eu queira ver versões industrializadas nos mercados mas a maneira que nossa legislação e costumes da nossa síndrome de vira lata torna impossível a comercialização e valorização de produtos de real qualidade em todo o Brasil. Seja o queijo Minas de leite não pasteurizado ou seja o ovo diretamente da colônia gaúcha nos brasileiros estaremos para sempre fadados a ser segunda classe mundial enquanto não valorizarmos e estimularmos o pequeno produtor regional além da mesa de restaurantes . Passado a proclamação da República Brasileira resumo este pensamento com um trecho do hino da República Rio Grandense, " ... Pois povo que não tem virtude acaba por ser escravo..." ou nesse caso " Povo sem ovos da colonia, acaba por ser escravo"

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